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Bolsonaro diz no STF que não orientou acampamentos em frente a quartéis

Na terça‑feira, 10 de junho, o ex‑presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Alexandre de Moraes, no inquérito que investiga sua suposta participação em um esquema golpista após as eleições de 2022.

Durante cerca de duas horas de depoimento, Bolsonaro negou ter planejado um golpe ou editado decretos com esse fim, afirmando que suas discussões com militares sempre ocorreram dentro dos limites da Constituição. Também declarou:

  • “Temos que engolir o resultado da eleição” — reforçando que a hipótese de atos ilegais foi descartada.
  • Ele “nunca agiu contra a Constituição” e chegou a exibir uma cópia da Carta Magna de 1988.

Sobre os acampamentos em frente a quartéis

O ex-presidente foi questionado sobre as manifestações de apoiadores que permaneceram acampados em frente a instalações militares, com o objetivo declarado de criar um “ambiente propício ao golpe de Estado”. A Polícia Federal afirma que Bolsonaro teria incentivado tais atos por meio de declarações e postagens nas redes sociais.

Ao responder, Bolsonaro minimizou os atos, dizendo que nunca orientou ou determinou a permanência dos manifestantes nos acampamentos. Segundo ele, essas mobilizações teriam ocorrido de forma espontânea, como manifestação legítima da vontade popular — sem qualquer comando direto da Presidência.

Apesar de admitir que ele e seus assessores discutiram “alternativas constitucionais” com militares, Bolsonaro afirmou:

“O presidente não se mete ou opina nessas questões, e respeita a vontade popular. Quando existe uma manifestação popular sadia, ele cumprimenta o povo como sempre fez.”

Ainda assim, investigadores alegam que sua postura teria sido de omissão: ao não agir para dissolver os acampamentos nem condená-los publicamente, Bolsonaro teria contribuído com a manutenção do clima de instabilidade institucional.

E agora, patriotas e brasileiros:

Foi espontâneo ou incentivado? Liberdade de expressão ou omissão diante de um risco à democracia?

O julgamento agora está nas mãos da Justiça — mas a reflexão cabe a todos nós.

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