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DEBATE SOBRE ESCOLAS CÍVICO-MILITARES ACIRRA CLIMA NA CÂMARA E OPÕE SÔNIA MEIRE E MOANA VALADARES

A discussão sobre a implantação do modelo de escolas cívico-militares em Aracaju voltou ao centro do debate na Câmara Municipal, após a aprovação do Requerimento n° 493/2025, que estabelece regime de urgência para tramitação do Projeto de Lei n° 308/2025. A iniciativa reacendeu o embate entre as vereadoras Sônia Meire (PSOL) e Moana Valadares (PL), que travaram mais um confronto ideológico no plenário.

O projeto, defendido pela vereadora Moana Valadares, autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa Municipal de Escolas Cívico-Militares. Segundo ela, o modelo é capaz de promover maior disciplina, organização escolar e melhoria no desempenho dos estudantes. A parlamentar argumentou que “as escolas cívico-militares trazem resultados: ambiente organizado, foco nos estudos, respeito aos professores e zero tolerância para a bagunça”.

Sônia Meire, por outro lado, criticou duramente a proposta, apontando a ausência de evidências científicas que comprovem os benefícios do modelo e alertando para possíveis conflitos com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para a vereadora do PSOL, a rede municipal enfrenta demandas mais urgentes. “Aracaju precisa antes garantir climatização das salas, convocar professores aprovados em concurso, ampliar creches, melhorar a acessibilidade e investir na estrutura básica das escolas”, afirmou.

O debate se intensificou quando Moana acusou Sônia de priorizar “ideologia” em detrimento do que considera resultados práticos. A troca de críticas evidenciou a polarização que o tema tem provocado na Casa Legislativa.

Além de Sônia Meire, votaram contra o regime de urgência os vereadores Camilo Daniel, Elber Batalha e Breno Garibalde. Com a aprovação da urgência, o projeto deve avançar mais rapidamente nas próximas etapas de discussão, prometendo manter o clima de tensão política entre os parlamentares.

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