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BATE-BOCA ENTRE PARLAMENTARES MARCA 13ª REUNIÃO DA CPMI DO INSS

A 13ª reunião da CPMI do INSS, realizada nesta quinta-feira (2), foi marcada por um clima de tensão e troca de acusações entre o relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), e parlamentares da base governista.

Durante o depoimento do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, Gaspar levantou questionamentos sobre vínculos do ministro com antigos cargos e um escritório de advocacia ligado à sua ex-esposa. As perguntas foram consideradas fora do escopo da comissão por senadores governistas, provocando reação imediata.

Os senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Eliziane Gama (PSD-MA) interromperam a fala do relator, alegando falta de pertinência nos questionamentos. Em defesa de Gaspar, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) pediu que lhe fosse garantido o direito à palavra. O embate levou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a intervir para restabelecer a ordem e assegurar tempo de manifestação a todos os membros.

No centro das discussões está o esquema fraudulento que desviou entre R$ 6,3 bilhões e R$ 8 bilhões dos cofres públicos entre 2019 e 2024, por meio de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A fraude, desvendada pela Operação Sem Desconto, envolvia empresários, servidores e intermediários que utilizavam associações de fachada para aplicar cobranças diretas nos benefícios do INSS.

O depoimento de Vinícius Marques de Carvalho foi solicitado pelo deputado Duarte Jr. (PSB-MA) e pelos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), e deve se tornar peça-chave no avanço da investigação sobre um dos maiores esquemas de desvio ligados ao sistema previdenciário nos últimos anos.

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