ADROALDO ALVES DENUNCIA A INDÚSTRIA DA SECA NO SERTÃO

O sertão segue refém de uma realidade dura e injusta: a água, que deveria ser um direito básico, virou instrumento de poder. Em vez de chegar com regularidade nas torneiras das casas, ela é controlada por poucos e transformada em negócio.
Muitos políticos da região são donos de carros-pipa. Assim, a seca se converte em fonte de lucro: quanto mais o povo sofre, mais eles ganham. Obras estruturais, como adutoras e sistemas de abastecimento, são adiadas ou esquecidas, porque é mais vantajoso manter o sertanejo dependente da miséria.
Enquanto isso, famílias inteiras vivem implorando por água limpa, que deveria ser garantida por lei e não custar humilhação. O discurso de solução aparece em época de eleição, mas a realidade permanece a mesma: contratos de carros-pipa renovados, caminhões circulando, e o sertanejo sem dignidade.
A verdade é clara: a seca não é apenas fenômeno natural, é também projeto político. Manter o povo com sede é estratégia de poder, e romper esse ciclo é urgente para garantir ao sertanejo o que lhe pertence por direito — água limpa e acessível em casa.