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CORREIOS AMARGAM PREJUÍZO HISTÓRICO DE R$ 4,4 BILHÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025

O prejuízo recorde de R$ 4,4 bilhões registrado pelos Correios no primeiro semestre de 2025 escancara a gravidade da crise que atinge a estatal. O valor já supera o resultado negativo de todo o ano anterior — R$ 2,6 bilhões — e expõe falhas de gestão, aparelhamento político e ausência de estratégias capazes de enfrentar a rápida transformação do mercado de entregas.

De acordo com o balanço, a receita caiu 9,5% em relação ao mesmo período de 2024, somando R$ 8,9 bilhões, enquanto as despesas administrativas e financeiras dispararam e alcançaram R$ 13,4 bilhões. Se o ritmo persistir, o déficit pode chegar a R$ 8 bilhões até o fim do ano, obrigando o governo a realizar aportes do Tesouro para cobrir gastos básicos, como o pagamento de salários.

As projeções são ainda mais alarmantes: a necessidade de socorro pode atingir até R$ 20 bilhões, pressionando ainda mais o já delicado quadro fiscal do país.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou confirmar repasses imediatos, afirmando que não há espaço no Orçamento para absorver o impacto. No entanto, admitiu que a situação dos Correios inspira “muita preocupação” e exige “cuidados especiais”.

O cenário reforça a encruzilhada da estatal: ou passa por uma profunda reestruturação ou continuará drenando recursos públicos em um momento de forte restrição fiscal.

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