Política

Prefeitos do PT sinalizam apoio à reeleição de Fábio Mitidieri e expõem crise interna no partido

prefeitos eleitos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2024 estão cada vez mais inclinados a apoiar a reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD) em 2026. O movimento expõe um racha dentro da legenda, que enfrenta uma crise de diálogo e de falta de direção estratégica, especialmente com a condução do senador Rogério Carvalho (PT).

O principal motivo da debandada é a ausência de um diálogo franco entre a atual direção estadual do PT e as lideranças municipais. Nos bastidores, prefeitos alegam insegurança política e se sentem desamparados, principalmente por não enxergarem clareza nos rumos do partido para as eleições de 2026.

Prefeitos que já sinalizam apoio ao projeto de reeleição de Fábio Mitidieri:

  • Gilberto Maynart – Maruim
  • Givanildo Costa – Salgado
  • Sandro de Jesus – Cristinápolis
  • Cristiano Viana – Simão Dias
  • Fábio Costa – Arauá

Entre os prefeitos petistas, apenas Dr. Saulo, de Nossa Senhora de Lourdes, permanece neutro, aguardando os desdobramentos internos e a definição da posição oficial do partido.

O clima nos bastidores é de desconforto e frustração. Desde a derrota para o governo em 2022, Rogério Carvalho adotou uma postura de oposição ferrenha ao governador Fábio Mitidieri, incentivando sua base a manter críticas constantes. No entanto, nos últimos meses, o tom do senador tem mudado, demonstrando sinais de recuo e até de tentativa de aproximação com o grupo governista — tentativa essa que não encontrou reciprocidade.

Segundo fontes, Rogério chega a demonstrar desespero na busca por um candidato ao governo que viabilize seu projeto de disputar uma vaga no Senado em 2026. Tentou uma aproximação com Valmir de Francisquinho, mas os sinais dados a Fábio indicam que a porta está fechada para uma composição.

Sem um nome consolidado para disputar o governo e com um ambiente interno cada vez mais tensionado, o PT concentra suas energias no Processo de Eleições Diretas (PED), que deve renovar suas presidências estadual e municipais. Nos bastidores, lideranças esperam que esse processo sirva para reorganizar o partido e resgatar a confiança das bases, especialmente dos prefeitos, que hoje se sentem órfãos de direção e apoio.

O cenário indica que, se não houver uma reestruturação interna rápida e eficaz, o PT de Sergipe corre sérios riscos de perder espaço no jogo político estadual em 2026.

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