FLÁVIO BOLSONARO DEFENDE MANUTENÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA COM “PORTA DE SAÍDA” PARA BENEFICIÁRIOS
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta segunda-feira (15), que o Bolsa Família deve ser mantido caso venha a ser eleito, mas com mudanças estruturais para deixar de ter caráter exclusivamente assistencialista. A declaração foi feita em resposta ao apresentador Ratinho, durante uma conversa sobre políticas sociais e geração de renda.
Segundo o senador, o modelo defendido por ele é semelhante ao adotado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que previa a chamada “porta de saída” do programa. Nesse formato, o beneficiário que conseguisse um emprego formal poderia continuar recebendo o auxílio por um período de transição, evitando a perda imediata da renda e incentivando a inserção no mercado de trabalho.
Durante sua fala, Flávio Bolsonaro criticou o atual governo federal, afirmando que a política adotada hoje contribui para a manutenção da dependência das famílias em relação ao benefício. Para ele, programas sociais devem funcionar como instrumento de apoio temporário, e não como mecanismo permanente de sustento.
O senador também relembrou dados de gestões anteriores. De acordo com Flávio, antes da pandemia da Covid-19, o valor médio do Bolsa Família era de aproximadamente R$ 190. Já no governo Bolsonaro, o piso do benefício foi elevado para R$ 600, medida que, segundo ele, buscou garantir maior dignidade às famílias em situação de vulnerabilidade.
Flávio Bolsonaro destacou ainda que o papel do Estado deve ir além do repasse financeiro. Para o senador, cabe ao poder público oferecer oportunidades, qualificação profissional e condições para que os cidadãos possam se sustentar de forma autônoma, sem depender indefinidamente de programas sociais ou de vínculos políticos.