
A disputa pelo comando do PL em Sergipe não apenas consolidou o deputado federal Rodrigo Valadares como líder formal da sigla, mas também escancarou as fissuras no bloco da oposição conservadora. Derrotados na queda de braço, os irmãos Edivan e Eduardo Amorim intensificaram os ataques ao parlamentar, acusando-o de agir com deslealdade e de ter “natureza traidora”.
Em recente entrevista ao radialista Marcos Aurélio, o ex-senador Eduardo Amorim reforçou a declaração do irmão, afirmando que “não há dúvidas de que trair faz parte da natureza política de Rodrigo Valadares”. Segundo ele, a postura do deputado pode, no futuro, atingir até mesmo a prefeita Emília Corrêa, que hoje recebe elogios e apoio do bolsonarista, mas que poderia ser alvo em uma eventual disputa pela reeleição em 2028.
A fala ecoa o discurso de Edivan Amorim, consolidando a narrativa de que Valadares não seria confiável e ampliando o desconforto dentro da oposição.
Enquanto isso, Rodrigo comemora a vitória formal dentro do PL, mas enfrenta o desgaste público de ser tachado de “traidor” por antigos aliados de peso. Já os Amorim, embora enfraquecidos com a perda de espaço no partido, seguem empurrando a crise para dentro da base conservadora, transformando a tão falada “unidade da direita” em um campo de disputas internas e vaidades.
Fonte: Revista Realce