Lúcio Flávio alfineta Davi Valença e aliados do MBL em entrevista com Luiz Carlos Focca: “Críticas por conveniência”


Durante uma entrevista concedida ao jornalista Luiz Carlos Focca, o comunicador e articulador político Lúcio Flávio fez declarações polêmicas ao comentar a postura recente do jovem Davi Valença, aliado do Movimento Brasil Livre (MBL), em relação à política local e ao cenário nacional. A conversa girava em torno das reações à recente polêmica de Arthur do Val, ex-deputado estadual por São Paulo, acusado de xenofobia contra os sergipanos.
Segundo Lúcio, Davi Valença estaria “abraçado” ao discurso de Arthur do Val, defendendo-o publicamente, o que, para ele, demonstra uma contradição ideológica e oportunismo. “Davi concorda com a opinião de Arthur, mesmo depois de tudo que foi dito contra nosso povo. Isso diz muito sobre quem ele representa”, afirmou Lúcio.
Durante a entrevista, Lúcio Flávio apresentou uma fotografia em que Davi aparece ao lado da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, em um gesto de proximidade política. A imagem, segundo ele, contradiz as críticas feitas por Valença à atual gestão municipal.
“Na foto, ele tá abraçado com Emília Corrêa, a quem vive criticando hoje. Isso mostra o grau de incoerência. Ele dizia apoiar Luiz Carlos, candidato do ex-prefeito Edvaldo Nogueira, mas agora tá ao lado de quem supostamente combate. Na verdade, essas críticas partem do fato de que ele e outros aliados do MBL não conseguiram cargos, benefícios ou espaços nos governos de Emília e Fábio Mitidieri. Agora, querem posar de oposição moral”, disparou Lúcio.
Ele ainda comparou o movimento com a postura adotada pelo MBL em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro: “Eles usaram Bolsonaro enquanto era conveniente, depois chutaram. Fizeram o mesmo com Emília e estão tentando fazer com Fábio. O discurso do MBL é sempre pautado por conveniência e frustração”.
A entrevista rapidamente repercutiu nas redes sociais, acirrando o debate entre grupos políticos de Aracaju. Lúcio Flávio finalizou com um recado direto: “Não adianta vir com crítica embalada em moralismo se, por trás, o que existe é apenas ressentimento por não ter sido atendido nos bastidores”.