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Discussões sobre a eleição de 2028 agitam bastidores políticos de Propriá com críticas à gestão de Luciano de Menininha

Mesmo faltando mais de três anos para a eleição municipal de 2028, o cenário político de Propriá já está em plena ebulição. O motivo? O desgaste precoce da gestão do prefeito Luciano de Menininha, que, eleito como promessa de renovação política, começa a enfrentar críticas contundentes de antigos aliados e lideranças regionais.

Desde ontem, grupos de WhatsApp e rodas políticas da cidade foram movimentados por um áudio do ex-prefeito Aldo Popular, figura influente em Porto Real do Colégio e na região do Baixo São Francisco. Aldo, que foi um dos articuladores e apoiadores da campanha de Luciano em 2024 — participando ativamente de atos políticos e pedindo votos —, surpreendeu ao declarar que “esperava mais” do atual prefeito.

A declaração de Aldo soou como um alerta público de insatisfação e acendeu o sinal vermelho dentro do grupo político de Luciano. Para muitos, a fala revela que há uma ruptura em curso e que os alicerces da base que levou Luciano ao poder começam a se desfazer. Não por acaso, a eleição de 2028 já entrou no radar político da cidade.

A insatisfação não se restringe às declarações. Números ajudam a ilustrar o cenário: logo após assumir, Luciano chegou a divulgar uma pesquisa que apontava 76% de aprovação popular. Porém, apenas dois meses depois, levantamento divulgado pelo portal Bastidores da Política indicou uma queda para 54%, uma perda de 22 pontos percentuais em curto espaço de tempo — reflexo direto do sentimento de frustração de boa parte da população, inclusive dos próprios aliados.

Como se não bastasse, Aldo Popular admitiu publicamente a possibilidade de transferir seu domicílio eleitoral para disputar a prefeitura de Propriá em 2028, o que acrescenta ainda mais tensão ao cenário. E durante seu programa na Rádio Própria FM, o comunicador Patrício Lessa aumentou a temperatura política ao mencionar outros nomes que já despontam como pré-candidatos: o ex-prefeito de Telha, Flávio Dias, e o vereador João Paulo Brandão, que podem inclusive formar uma chapa competitiva para o próximo pleito.

O fato de nomes estarem sendo discutidos com tanta antecedência é indicativo claro de que a gestão de Luciano sofre um processo acelerado de desgaste. Lideranças estaduais, que o apoiaram em 2024, já confidenciam ao Bastidores da Política a intenção de apoiar Flávio Dias em uma eventual candidatura. A avaliação é que o atual prefeito estaria se distanciando dos compromissos assumidos na campanha, se comportando de forma centralizadora e pouco receptiva ao diálogo.

Luciano, que foi eleito mais por um voto de protesto contra a gestão anterior de Valberto Lima do que por entusiasmo popular, começa agora a colher os efeitos de um governo que, para muitos, ainda não mostrou a que veio. Como resume um experiente observador político local: “Luciano está espalhando com os pés o apoio que juntou com as mãos para se eleger.”

Com o crescimento das críticas e o surgimento de novos nomes no horizonte eleitoral, Propriá já respira o clima de uma sucessão antecipada — e, se os rumos não forem corrigidos, 2028 pode começar muito antes do previsto no calendário.

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