

Uma reviravolta nos bastidores políticos de Canindé de São Francisco está movimentando o cenário local e sinaliza uma crise interna no grupo do prefeito Machadinho Barbosa. O empresário Wesley Carvalho, apontado como um dos principais articuladores da vitória de Machadinho nas eleições municipais de 2024, foi surpreendido ao ser afastado do núcleo político da atual gestão.
Wesley foi considerado peça-chave na construção da chapa vitoriosa, atuando intensamente nos bastidores e contribuindo com articulações decisivas para consolidar o projeto político de Machadinho. No entanto, apesar de sua importância no processo eleitoral, Wesley não teve espaço na equipe de governo após a posse — uma exclusão que, segundo fontes, foi motivada pelo incômodo que seu crescente protagonismo vinha gerando dentro do grupo.
Nos últimos meses, Wesley Carvalho vinha se movimentando para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe em 2026, com apoio popular crescente e respaldo político que, até então, incluía o próprio prefeito. Com forte atuação filantrópica, linguagem popular e postura acessível, Wesley conquistou visibilidade não apenas em Canindé, mas em diversas cidades do alto sertão sergipano — em alguns casos, superando a projeção do próprio prefeito Machadinho e de outros nomes do grupo.
Esse avanço político teria gerado tensões internas, e, segundo apurações, a decisão de afastar Wesley Carvalho das articulações da administração foi motivada por uma reorientação estratégica: fortalecer a candidatura à reeleição do deputado estadual Marcelo Sobral, aliado do prefeito. Para evitar divisões no grupo e possíveis conflitos de interesse, Machadinho teria optado por retirar Wesley do cenário político local e já o teria comunicado oficialmente sobre a decisão.
A exclusão de Wesley Carvalho é vista por analistas como um movimento arriscado, que pode ter impactos significativos nas eleições de 2026 e na estabilidade da base aliada. O empresário conta com respaldo de parte da população e de lideranças locais, e sua saída pode provocar rachaduras no grupo governista ou até mesmo o surgimento de um novo bloco de oposição, com ele à frente.
O episódio evidencia um embate silencioso entre a manutenção do poder e o surgimento de novas lideranças, além de expor as dificuldades de convivência entre aliados com ambições próprias dentro de projetos políticos compartilhados. Em Canindé de São Francisco, o clima agora é de tensão e incerteza quanto aos próximos capítulos dessa disputa que já começa a desenhar os contornos da eleição de 2026.