PT SERGIPANO ENFRENTA CRISE INTERNA E INCERTEZAS PARA 2026

O Partido dos Trabalhadores em Sergipe vive um momento de turbulência política, marcado por disputas internas, indefinições estratégicas e desafios concretos para as próximas eleições. No centro dessa divisão estão dois grupos que disputam espaço e influência: o liderado pelo senador Rogério Carvalho e o comandado pelo ministro Márcio Macedo.
A falta de consenso impacta diretamente na formação das chapas. Hoje, além do deputado federal João Daniel, a legenda não apresenta outros nomes de peso para a disputa à Câmara Federal. Na Assembleia Legislativa, a situação é ainda mais delicada: o único representante, Chico do Correio, adota uma postura mais alinhada ao governo que de oposição, o que levanta dúvidas sobre sua permanência no partido. Caso deixe a sigla, o PT corre o risco de ficar sem assento no parlamento estadual.
No cenário municipal, prefeitos petistas já anunciaram apoio à reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD). A aproximação de Marcos Santana (MDB) — que chegou a ser cogitado como candidato ao governo pelo PT — com Mitidieri fortalece esse movimento, levando junto nomes como o prefeito de São Cristóvão, Júlio Jr. (União), e o deputado estadual Paulo Jr. (PV).
Para 2026, a legenda enfrenta um impasse nas candidaturas majoritárias. Eliane Aquino, ex-vice-governadora, pode ficar fora da disputa. Rogério Carvalho planeja buscar a reeleição ao Senado, mas não tem um candidato competitivo ao governo que lhe garanta palanque sólido. Já Márcio Macedo pretende concorrer ao Senado aliado a Mitidieri, mas encontra resistência no diretório estadual, controlado majoritariamente por Rogério.
O quadro se complica com um fator decisivo: Fábio Mitidieri não demonstra interesse em ter Rogério na sua chapa ao Senado. Assim, o PT sergipano se vê diante de uma combinação de fragmentação interna, fragilidade eleitoral e a necessidade urgente de reorganizar seu projeto político no estado.
Fonte: Bancada Sergipana